Introdução ao esoterismo dos números
Antes de entrar na questão do pitagorismo, questão essa que é demasiadamente complexa e muito mal entendida nos dias de hoje, devemos desmistificar a questão matemática moderna, aquela que veio com a modernidade e que era, de certa maneira, diferente da matemática real da época. Hoje usamos números como simples unidades de contagem, não levando em consideração os elementos esotéricos, que incluem o significado simbólico em cada número, e suas conexões lógicas. Poderíamos dizer que a matemática sofreu uma simplificação excessiva e que foi restaurada no plano teórico muito mais tarde por Mário Ferreira dos Santos, em seus livros: “Pitágoras e o Tema dos Números” e “A Sabedoria das Leis Eternas”. Guénon, por sua vez, chegou a comentar algo sobre este assunto, mas apenas mencionou que aquilo existia e nada mais. Já Mário Ferreira não apenas trouxe esses assuntos dos mortos como os explanou de maneira detalhada, mostrando como esses números funcionavam de maneira simbólica em seu livro “A sabedoria das leis eternas”, no qual explicou cada número de um a mil. Posteriormente a Mário Ferreira, quem trouxe esse material de volta às discussões foi Olavo de Carvalho, em suas aulas do COF.
Explanação dos números de 1 a 10 por Mário Ferreira dos Santos
Primeira parte da análise das leis observadas por Mário Ferreira dos Santos segundo a interpretação pitagórica. Estas são expressas pela simbologia dos números de 1 a 10, a “Década Sagrada”, leis que constituem a parte de síntese das Leis Eternas dispostas no livro.
1. Lei da unidade: em toda e qualquer existência, seu ser é um.
2. Lei da oposição: tudo que existe está em oposição entre ato determinante e potência determinável.
3. Lei da relação: aquilo que existe está em correlação com os opostos, de onde surge tudo que é finito.
4. Lei da reciprocidade: as determinações estão dispostas na possibilidade que é recíproca ao que determina.
5. Lei da forma: tudo que é tem uma forma e nela sua proporcionalidade intrínseca que revela suas disposições.
6. Lei da harmonia: há uma coerência entre as partes que demostra harmonia entre as possibilidades do ente.
7. Lei da evolução: nos entes, existe a passagem de um estado a outro, mudanças que se dão na ruptura de uma harmonia que leva a uma nova harmonia.
8. Lei da superação: em uma mudança que revela uma nova estrutura, uma nova forma (contida como possibilidade na harmonia do ente) mostra uma nova estrutura com uma nova harmonia, encontramos uma assunção, uma superação, uma evolução superior.
9. Lei da integração: a forma evolutiva superior, vista lógica, ontológica e matematicamente, direciona para um estágio superior, a integração no Todo, para a unidade cósmica.
10. Lei da unidade transcendente: “Todas as coisas integradas no Todo seguem a direção do Bem que lhes é transcendente, em direção à unidade transcendental, à Unidade que está acima de todas as coisas, que é a fonte, a origem de todas as coisas, que é o Ser Supremo […], lei que rege todas as coisas na sua aspiração ao Bem Supremo”.
Trecho retirado do artigo no Medium de Tobias Goulão


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